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terça-feira, outubro 06, 2026

Morre Gracindo Jr

Gracindo Jr., ator e diretor que participou da inauguração da TV Globo, morre no Rio aos 83 anos 

Pai e filho


Gracindo Jr., atuou em novelas e programas que fizeram história na emissora e era filho de outro ator consagrado, Paulo Gracindo.

O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na noite desta terça-feira (1º) em casa, no Rio de Janeiro. Ele tinha 83 anos, dos quais mais de 50 anos foram dedicados à arte no teatro, rádio e cinema — e participou da inauguração da Globo, em 1965.

Epaminondas Xavier Gracindo nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de maio de 1943, filho de outro ator consagrado, Paulo Gracindo (1911-1995).

Embora tenha cursado Psicologia, nunca exerceu a profissão, optando por se dedicar integralmente à arte.

 

Breve perfil

Em 1959, aos 15 anos, Gracindo Jr. fez um teste para trabalhar na Rádio Nacional, onde o pai já fazia sucesso como galã de radionovelas e apresentador de programas de auditório.

Em 1961, em paralelo às funções na rádio, estreou no teatro na peça “A Escada”, de Oswald de Andrade.

Gracindo Jr. integrou o 1º elenco da emissora e participou de várias novelas dessa fase inicial, como “Rosinha do Sobrado” (1965), “Padre Tião” (1966), “A Rainha Louca” (1967), “A Próxima Atração” (1970) e “Os Ossos do Barão” (1973) — quando contracenou com Paulo Gracindo.

Pai e filho voltaram a dividir o set em “O Bem Amado” (1973), de Dias Gomes, e em “O Casarão” (1976), de Lauro César Muniz, quando interpretaram as versões jovem e idosa de João Maciel, protagonista da trama — o 1º grande papel de Gracindo Jr.

 

Com o término de O Casarão, Gracindo Jr. passou uma temporada em Portugal. Em 1978, assumiu a supervisão do núcleo de novelas das 18h da Globo. Gracindo Jr. também passou por “Deus nos Acuda” (1992), “Explode Coração” (1995) — quando foi ator e diretor —, “Anjo de Mim” (1996), “Esplendor” (2000) e “Celebridade” (2003).

A partir de 2006, atuou em novelas da Record, como “Cidadão Brasileiro” e “Poder Paralelo” (2009), e na minissérie “Rei Davi” (2012).

 

TEATRO E CINEMA

 

Paulo Gracindo Jr. participou de mais de 20 peças como ator, produtor ou diretor.

No cinema, o ator passou pelos seguintes filmes: “Os Homens que eu Tive” (1973), de Tereza Trautman; “As Moças Daquela Hora” (1973), de Paulo Porto; “O Dia Marcado” (1977), de Iberê Cavalcante; “Os Trapalhões na Serra Pelada” (1982), de J.B Tanko; “Tensão no Rio”, de Gustavo Dahl; “O Trapalhão na Arca de Noé”(1983), de Del Rangel; “Floresta das Esmeraldas” (1985), de John Boorman; “Buena Sorte” (1986), de Tânia Lamarca; “Desterro” (1991), de Eduardo Paredes; “A Hora Marcada” (2000), de Marcelo Taranto; “Bufo e Spalanzani” (2001), de Flávio Tambellini; “A Selva” (2004), de Ferreira de Castro; “Primo Basílio” (2006), de Daniel Filho; e “Segurança Nacional” (2010), de Roberto Carminati. (AgênciaFM / TV Globo). 



terça-feira, setembro 29, 2026

Clássico: O Grande Pecador

O Grande Pecador (The Great Sinner título original ), traz Gregory Peck e Ava Gardner em atuações apaixonantes. 


O ano é 1980, e Fedja, vivido por Peck, é um jovem e bem sucedido escritor. Ao viajar para França ele conhece Pauline Ostrovsky - divinamente interpretada por Ava Gardner. 

Pauline e seu pai vivem de jogo de cassinos - algo desconhecido até então por Fedja. 


Pauline está sendo forçada a se casar com um bem sucedido gerente de cassino de Wiesbaden. Apaixonado, Fedja a segue em Wiesbaden e mergulha de vez no mundo do jogo onde não somente perderá seu dinheiro mas também a integridade. 

Porém, para salvar sua amada do drástico destino ele está disposto a correr todos os riscos: até mesmo ficar pobre. Mas, será que a senhorita Ostrovsky o aceitará plebeu? Ele segue firme no propósito e luta contra o vício com a mais poderosa arma que um homem pode ter: o amor. 


Para o extraordinário drama, nada melhor do que um elenco estelar: Melvin Douglas, Walter Houston, Ethel Barrymore, Frank Morgan. Roteiro de Ladislas Fodor e direção de Robert Siodmak.


Caracteristicas do DVD: 

preto e branco

Ano produção 1949 - 1.0. E 2.0

Min: 110 aprox. 

Idioma: Inglês

Legendas em português

MAIS DVD, s

terça-feira, agosto 18, 2026

Adeus Laura Cardoso, aos 98 anos

Filha de imigrantes portugueses, veterana fez sua estreia na TV no início dos anos 1950. Na Globo, a atriz fez mais de 60 novelas.

Foto: A Gazeta

Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni, em 13 de setembro de 1927, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, Laura era filha de imigrantes portugueses.

Laura Cardoso chegou à televisão nos primeiros anos do meio no Brasil. Em 1952, estreou no programa "Tribunal do Coração", da recém-inaugurada TV Tupi.

 

Laura também manteve uma relação próxima com o teatro. Em 1990, ganhou o Prêmio Shell de Melhor Atriz por "Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu". Três anos depois, recebeu novamente o prêmio por "Vereda da Salvação". 

Sua chegada à TV Globo, se deu em 1981, e estreou  convidada pelo diretor Daniel Filho. Seu primeiro trabalho na emissora foi a novela "Brilhante", de Gilberto Braga.

Em "Rainha da Sucata" (1990), de Silvio de Abreu, e "Felicidade" (1991), de Manoel Carlos, consolidou a presença na televisão.

Depois, esteve em "Mulheres de Areia" (1993), como Isaura, mãe das gêmeas Raquel e Ruth, interpretadas por Gloria Pires.

Em 1995, Laura interpretou Sinhana, mãe de João, Jerônimo e Duda na segunda versão de "Irmãos Coragem".

 

No mesmo ano, foi a cigana Soraya em "Explode Coração", a primeira novela gravada no Projac, complexo de estúdios que mais tarde passaria a ser conhecido como Estúdios Globo. Em "Chocolate com Pimenta" (2003), interpretou a avó Carmem, integrante do núcleo caipira da novela de Walcyr Carrasco.

Ainda na Globo, participou de produções como "A Padroeira" (2001), "Esperança" (2002), "Hoje é Dia de Maria" (2005), "O Profeta" (2006), "Duas Caras" (2007) e "Caminho das Índias" (2009).

Em "Caminho das Índias", viveu Laksmi Ananda, uma matriarca indiana. A novela venceu o Emmy Internacional de Melhor Telenovela.

Em 2012, interpretou Doroteia no remake de "Gabriela". Depois, esteve em "Flor do Caribe" (2013), "Império" (2014), "Boogie Oogie" (2014), "Sol Nascente" (2016) e "O Outro Lado do Paraíso" (2017).

sábado, agosto 08, 2026

"Metrópolis" Fritz Lang faz 100 anos

"Metrópolis" Fritz Lang

"Insaciável" conta a história de Hana (Midori Francis), uma jovem estudante de medicina que há anos convive com uma preocupação permanente com o próprio corpo."Insaciável",  transforma compulsão alimentar em filme de terror. Vale conferir.

 

Mostra filmes Caixa Rio de Janeiro



O Clássico do cinema, 'Metrópolis' Considerado um dos marcos da ficção científica no cinema, o clássico de Fritz Lang, completa 100 anos e ganha mostra gratuita com mais de 60 filmes raros. Mostra, dias 4 e 23 de agosto,  inclui filmes de Ridley Scott, Antonioni, Méliès, Luís Sérgio Person. 


Serão exibidos gratuitamente 69 filmes de diferentes países e épocas que dialogam com temas presentes na obra, como a relação entre homem e máquina, o desenvolvimento tecnológico, a urbanização, as desigualdades sociais e as visões de futuro.


A seleção traz produções restauradas de importantes arquivos internacionais e inclui títulos como "Blade runner – O caçador de androides", de Ridley Scott; "Playtime – Tempo de diversão", de Jacques Tati; "O deserto vermelho", de Michelangelo Antonioni; "História de Taipei", de Edward Yang; "Mundo por um fio", de Rainer Werner Fassbinder; "Sob a pele da cidade", de Jia Zhangke; "São Paulo, Sociedade Anônima", de Luís Sérgio Person; e "Era uma vez Brasília", de Adirley Queirós, além de curtas e longas raramente exibidos no Brasil.

sexta-feira, julho 24, 2026

Adeus Luiz Carlos Barreto

Barretão, como era chamado, foi um dos grandes nomes do Cinema Novo e participou de mais de 100 obras, seja como produtor ou diretor. Assinou os campeões de bilheteria ‘Dona Flor e Seus Dois Maridos’, ‘O Quatrilho’ e ‘O Que É Isso, Companheiro’. Ele faleceu em 22 de julho 2026, aos 98 anos. 


O cineasta construiu uma trajetória de mais de 60 anos dedicada ao audiovisual, iniciada no Cinema Novo, com “Vidas Secas” e “Terra em Transe”. Entre as mais de 100 obras que dirigiu ou produziu estão os campeões de bilheteria “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “O Quatrilho” e “O Que É Isso, Companheiro” — com esses 2 últimos, levou o Brasil ao Oscar.

Luiz Carlos Barreto estava internado desde segunda-feira (20) no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Barreto tratava uma infecção pulmonar decorrente de uma pneumonia.

O velório será realizado nesta quinta-feira (23), às 11h, no Palácio da Cidade, em Botafogo. Após a cerimônia, o corpo será cremado no Memorial do Caju. (AgênciaFM \ G1).