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quarta-feira, novembro 22, 2017

Morre ator \ cantor David Cassidy,



O ator \ cantor David Cassidy, que encantou muitos corações adolescentes nos anos 70, interpretando o astro do programa de televisão “A Família Dó-Ré-Mi”, morreu na terça-feira, aos 67 anos, afirmou seu agente.

David Cassidy, que foi diagnosticado com demência após os 60 anos, estava internado em um hospital na Flórida desde o fim de semana e sucumbiu à falência dos órgãos. O ator morreu na unidade de terapia intensiva do hospital, afirmou seu agente, Jo-Ann Geffen, em entrevista por telefone à mídia local.

David Cassidy foi escolhido aos 19 anos para atuar em “A Família Dó-Ré-Mi” devido ao apelo sexual que exercia sobre meninas, e não por sua voz. Mas, quando os produtores da série descobriram seu talento, Cassidy se tornou o cantor principal da banda da família.

Cassidy deu vida ao adolescente Keith Partridge, cuja mãe viúva --interpretada por sua madrasta, Shirley Jones-- formou uma banda de música pop com seus filhos, viajando para se apresentar em um ônibus multicolorido. A série produziu diversas músicas de sucesso, incluindo “I Think I Love You”, que chegou à primeira posição da parada Billboard em 1970, ano de estreia do programa.

quinta-feira, novembro 16, 2017

Mostra Brasil em Transe

Começa nesta quinta-feira (16), na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a mostra Brasil em Transe. 

Até o dia 26 de novembro, serão exibidos nove longas-metragens produzidos entre 1964 e 1977 e realizadas duas mesas-redondas, nas quais serão debatidos o filme Terra em Transe (1968), de Glauber Rocha, e o chamado Cinema de Invenção, que produziu, no final da década de 1960 e início dos anos 1970, uma visão vertical da realidade brasileira, construindo uma das mais originais e criativas filmografias do cinema nacional.

Além de Terra em Transe, também serão exibidos, com entrada franca, os longas A Margem (1967), de Ozualdo Candeias; O Desafio (1964), de Paulo César Saraceni; O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sgarzela; Os Herdeiros (1969), de Cacá Diegues; Hitler Terceiro Mundo (1968), de José Agripino de Paula; Bang-bang (1969), de Andrea Tonacci; Sem essa Aranha (1970), de Rogério Sganzerla; e O Vampiro da Cinemateca (1977), de Jairo Ferreira.

A mostra está sendo promovida pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio da Cinemateca Brasileira, e pela Sociedade Amigos da Cinemateca, responsável pela coordenação. A curadoria é do teórico e professor de cinema brasileiro Ismail Xavier.

Serviço

Mostra Brasil em Transe
De 16 a 26 de novembro
Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino – São Paulo (SP)
Entrada franca

terça-feira, novembro 07, 2017

Descartes, uma excelente cinebiografia

Descartes, uma excelente cinebiografia do filósofo, físico e matemático francês René Descartes (1596 - 1650), considerado o fundador da Filosofia Moderna e autor da frase "penso, logo existo.

Em quase três horas, Roberto Rossellini realiza, com o seu realismo característico, um retrato fascinante da vida de Descartes e de sua busca incessante pelo conhecimento. 

Acompanhamos várias décadas da vida do pensador, incluindo a escrita e publicação do Discurso do Método e de suas principais obras, o debate em torno do método cartesiano e seus estudos de geometria analítica.

Inédito no Brasil, Descartes é um filme obrigatório para professores, estudantes, pesquisadores e todos os interessados em Filosofia.
Ano de produção: 1974.  Quer comprar

segunda-feira, novembro 06, 2017

Um Filme Falado, de Manoel de Oliveira

Um Filme Falado (2003) do diretor português de Manoel de Oliveira que, pelo título e pela forma, explicitamente ilustra a assumida teatralidade do seu modo de fazer cinema. Filme estrela do John Gavin Malkovich, Catherine Deneuve. É um clássico. 

John Gavin Malkovich, Catherine Deneuve
e Manoel de Oliveira
O modo teatral dos seus filmes é manifesto sobretudo desde O Ato da Primavera (1942), mantém-se na sua segunda longa-metragem de ficção, O Passado e o Presente (1971), não sem sofrer o ataque de críticas severas, e só nos seus filmes seguintes – justificado por abundantes considerações teóricas de comentadores e críticos –, é assumido e decididamente cultivado como forma de conteúdo.

Uma professora de história em viagem de cruzeiro pelo Mediterrâneo segue a trama da civilização, vista como utopia do mundo atual. A linguagem criadora de civilização, a contradição de ser português – o mais universalista dos europeus, o único que não fala a própria língua fora do seu país – ilustram a realidade da União Europeia.

Na verdade, o filme encara não a linguagem como ação criadora da civilização, mas sim o conjunto das ações humanas (a linguagem sendo apenas uma delas), sejam elas boas ou más, as fontes criadoras do processo civilizacional. Processo esse não-linear, contraditório e muitas vezes extremamente violento. Nesse sentido é eloquente o diálogo entre a mãe e a filha quando a primeira faz referências às guerras sucessivas, religiosas e econômicas que acabaram por fundar o substrato cultural, não-homogêneo, do continente europeu, em que elementos da cultura greco-romana, árabe e de várias religiões se misturam, e que seus respectivos povos ao longo dos séculos cultivaram. 

A linguagem aparece como elemento contraditório pois ela é, em primeira instância, a marca da diferenciação. Em segunda instância, (quando o processo civilizacional consegue avançar e as pessoas passam a compreender outras línguas que não a sua própria língua) assinala a possibilidade de real integração entre as pessoas e realidades culturais diferentes. O que o filme ilustra é exatamente o momento de ruptura entre os povos, pela incapacidade de se fazerem entender apenas através da língua.

sábado, novembro 04, 2017

"A Caldeira do Diabo" com Lana Turner e Arthur Kennedy

Filme com base no livro homônimo, do escritor Grace Metalious, que vendeu quarenta mil cópias nos Estados Unidos em apenas dez dias após seu lançamento. Reconhecido por subverter os melodramas hollywoodianos, enfrentou forte censura, mas fez escola ao flagrar a hipocrisia dos habitantes de uma pequena cidadezinha do interior que escondem seus "pequenos" segredos: adultério, estupro e suicídio.

O filme rendeu uma duradoura série de televisão de mesmo nome (com Ryan O'Neal), que se estabeleceu como o primeiro drama tórrido, abrindo caminho para gerações futuras como Desperate Housewives e Twin Peaks. A caldeira do diabo foi o segundo filme de maior bilheteria nos cinemas estadunidenses em 1958. Uma sequência menos famosa para o filme foi lançada em 1961

A história se inicia em 1941, num lugar chamado Peyton Place, na Nova Inglaterra, onde a maioria das pessoas trabalha para uma grande fábrica de tecidos, as crianças estudam numa boa Escola Secundária e as famílias frequentam diversas igrejas, de diferentes religiões.

A então adolescente Allison Mackenzie, que narra a história, vive com sua mãe viúva Constance, que administra uma loja de sua propriedade enquanto uma empregada cuida da casa. A melhor amiga de Allison é Selena, filha da empregada, que vive em uma cabana com seu irmão menor e seu padrasto alcoólico. Seu melhor amigo é Norman, um rapaz reprimido pela mãe opressora. Quando Allison e Norman são confundidos com outro casal que nadavam nús em um riacho, imediatamente surgem fofocas que chegam até Constance e também à mãe de Norman. Constance discute com a filha e lhe faz revelações, que levam Allison a sair de casa e ir sozinha para Nova Iorque. Mais de 1 ano depois, Selena confessa um crime e vai a julgamento, motivo de Allison voltar à Peyton Place, o último lugar que ela gostaria de estar no mundo.

Lana Turner - Constance MacKenzie
Lee Philips - Michael Rossi
Arthur Kennedy - Lucas Cross
Lloyd Nolan - Dr. Matthew Swain
Russ Tamblyn - Norman Page
Terry Moore - Betty Anderson
Hope Lange - Selena Cross
Diane Varsi - Allison MacKenzie
David Nelson - Ted Carter
Barry Coe - Rodney Harrington
Betty Field - Nellie Cross
Mildred Dunnock - Srta. Elsie Thornton
Leon Ames - Sr. Harrington
Lorne Greene - Promotor