Páginas

terça-feira, agosto 14, 2018

Cine Carlos Gomes, Santo André, quinto do país

Fundado em 1912, no número 12 da Rua Coronel Oliveira Lima, por  Vicenzo Arnaldi, e depois refundado em 15 de agosto de 1925, por Salvador Degni, o cine Carlos Gomes, com uma plateia de 800 lugares, possuía dois grandes projetores de 35 mm que fizeram a alegria de muitos cinéfilos. Diz a lenda que o prédio, inaugurado em 1925, foi o quinto cinema do país. Uma grande estrela de gesso decorava o teto, e virou símbolo do lugar. 


Em seguida, fora incorporado incorporado pela empresa Arnaldi, Masini & Gianotti.. 



Com estilo arquitetônico neoclássico, foi construído por Arthuro Boschetti, sendo que a boca de cena e a decoração das paredes laterais foram feitas por Luiz Cereja. Possuía capacidade para 800 espectadores.
Em 1932, passou pela primeira reforma, quando foi construído o anexo para abrigar um rinque de patinação e acesso para automóveis. 

Já instalado na Rua Senador Fláquer, em 1947, foi construída a marquise e modificada a fachada. Outras reformas se sucederam, tanto interna quanto externamente. No ano de fora fechado e foi ocupado por uma loja de tecidos e depois transformado estacionamento. Fora desapropriado em 1991 por pressão popular. Está fechado e, em 2011, foi iniciada uma reforma no local. Atualmente se encontra em processo de elaboração de projetos e recursos para sua revitalização como espaço cultural.

O velho cine Carlos Gomes, abriga esta loja chinesa, que vende tudo a preços populares. Como se pode ver, restou apenas o emadeiramento e a fachada discreta. (Fotos gentilmente cedidas por agenciafm@gmail.com 



quinta-feira, agosto 09, 2018

Yukio Mishima: tema de mostra na Cinemateca Brasileira

Começa nesta quinta-feira (9) na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a mostra Redescobrindo Yukio Mishima, com filmes protagonizados ou baseados na obra do escritor japonês, considerado um dos mais importantes do século XX. 


O evento, que segue até 18 de agosto, inclui também roda de leitura, palestra e uma apresentação de butô, dança típica japonesa criada na década de 1950. Todas as atividades serão realizadas na sede da Cinemateca, ligada à Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

Na abertura da mostra, às 20h desta quinta-feira, será exibido o longa O Homem do Vento Cortante (1960), de Yasuzô Masumura, que traz Mishima como ator. O evento conta com parceria da Fundação Japão e do Consulado Geral do Japão em São Paulo.

Alguns filmes da mostra

Mishima teve diversas obras adaptadas para o cinema, e trabalhou como ator em filmes como O homem do vento cortante (Karakkazeyarô, からっ風野郎), dirigido por Yasuzô Masumura, e que será apresentado na abertura da Mostra. A programação exibe algumas destas adaptações em cópias nos formatos 16mm e 35mm, como Conflagração (Enjô, 炎上), de Kon Ichikawa; O equívoco da virtude (Bitoku no yoromeki, 美徳のよろめき), de Kô Nakahira; Mar inquieto (Shiosai, 潮騒), de Senkichi Taniguchi, entre outros títulos. Como complemento à reflexão destes filmes, a Profª Drª Makiko Kitani (Universidade Doshisha) e o Prof. Dr. Kin'ya Sugiyama (Universidade Kanazawa) apresentarão a sessão de Neve de primavera (Haru no yuki,春の雪) , dirigido por Isao Yukisada.

Breve perfil 

Nascido em Tóquio, em 1925, Mishima alcançou grande sucesso literário aos 24 anos, com a publicação de Confissões de uma máscara, romance de tom biográfico sobre um jovem que se apaixona platonicamente por um colega mais velho. Em seguida, romances como Cores proibidas, O Templo do Pavilhão Dourado e O marinheiro que perdeu as graças do mar consolidaram seu prestígio.

Sua obra, de forte teor homoerótico, é permeada pelo embate entre as tradições culturais e a vida moderna no Japão. Por três vezes, concorreu ao Prêmio Nobel de Literatura. Teve diversas obras traduzidas e publicadas no Brasil durante a década de 1980.

Largo Sen. Raul Cardoso, 207 - Vila Clementino, São Paulo - SP

Telefone: (11) 3512-6111

quinta-feira, agosto 02, 2018

Selecionados filmes do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro


Cena do longa Los Silencios, de Beatriz Seigner
Nove longas e 12 curtas-metragens disputarão o Troféu Candango na mostra competitiva do 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Os filmes foram escolhidos entre 742 habilitados para esta edição e serão exibidos entre os dias 14 e 23 de setembro.  

Os concorrentes ao celebrado Troféu Candango receberão cachês de seleção distribuídos igualitariamente. Os longas-metragens selecionados recebem R$ 15 mil cada; os longas participantes de Sessão Especial Hour Concour recebem R$ 10 mil (ainda não divulgados) e os curtas-metragens ganham R$ 5 mil. Além dos cachês de seleção, o melhor filme de longa-metragem escolhido pelo júri popular receberá o Prêmio Petrobras de Cinema, que consiste em R$ 200 mil em contratos de distribuição.

Confira a lista completa dos selecionados para a Mostra Competitiva do 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro:
Cena do curta Br3, de Bruno Ribeiro

Filmes de Longa-Metragem
Bixa Travesty, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman (SP), documentário
Bloqueio, de Quentin Delaroche e Victória Álvares (PE), documentário
Ilha, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA), ficção
Los Silencios, de Beatriz Seigner (SP/Colômbia/França), ficção 
Luna, de Cris Azzi (MG), ficção
New Life S.A., de André Carvalheira (DF), ficção
A Sombra do Pai, de Gabriela Amaral Almeida (SP), ficção
Temporada, de André Novais Oliveira (MG), ficção
Torre Das Donzelas, de Susanna Lira (RJ), documentário

Filmes de Curta-Metragem
Aulas que Matei, de Amanda Devulsky e Pedro B. Garcia (DF), ficção
Boca de Loba, de Bárbara Cabeça (CE), ficção
Br3, de Bruno Ribeiro (RJ), ficção
Conte Isso Àqueles que Dizem que Fomos Derrotados, de Aiano Bemfica, Camila Bastos, Cristiano Araújo e Pedro Maia de Brito (PE/MG), documentário 
Eu, Minha Mãe e Wallace, de Irmãos Carvalho (SP/RJ), ficção
Guaxuma, de Nara Normande (PE), animação
Kairo, de Fabio Rodrigo (SP), ficção
Liberdade, de Pedro Nishi e Vinicius Silva (SP), documentário
Mesmo com Tanta Agonia, de Alice Andrade Drummond (SP), ficção
Plano Controle, de Juliana Antunes (MG), ficção
Reforma, de Fábio Leal (PE), ficção
Sempre Verei Cores no seu Cinza, de Anabela Roque (RJ), documentário

quarta-feira, julho 18, 2018

Eloísa Mafalda - (1924 – 2018)

Natural de Jundiaí (SP), Mafalda Theotto – nome de batismo da atriz – começou a carreira no rádio, mas foi na televisão que interpretou papéis marcantes, como a Dona Nenê da primeira versão da série A Grande Família (1972), da Rede Globo. 

Na mesma emissora, Eloísa Mafalda atuou em dezenas de novelas, como Gabriela(1975), no papel de Maria Machadão; Roque Santeiro(1985), em que viveu Dona Pombinha; e Pedra sobre Pedra(1992), em que foi Gioconda Pontes, entre outros trabalhos. A última novela em que atuou foi O Beijo do Vampiro, em 2002, como a Dona Carmem.

Eloísa Mafalda estreou no cinema, em 1950, no longa-metragem Somos Dois. Em 1998, participou de Simão, o Fantasma Trapalhão. E no teatro, sua estreia foi em 1965 na peça O Morro dos Ventos Uivantes.

terça-feira, julho 17, 2018

Divulgado filmes de Festival de Gramado

O Festival de Cinema de Gramado divulgou a programação da 46ª edição do evento, marcado para os dias 17 a 25 de agosto. 
Quiquito, prêmio do festival

Representantes de diferentes áreas da realização cinematográfica se encontram no Palácio dos Festivais e em diversos pontos da cidade de Gramado. 
 para prestigiar uma programação que contempla mostras competitivas, homenagens, debates, exibições especiais, atividades paralelas, a tradicional Mostra Gaúcha de Curtas – promovida em parceria com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul – e a noite de gala do projeto gramadense Educavídeo.
As mostras competitivas apresentam nove representantes brasileiros e cinco estrangeiros, todos inéditos no circuito nacional, compondo um painel que, segundo Rubens Ewald Filho, que assina curadoria com  Marcos Santuario e a argentina Eva Piwowarski. 

Curtas-metragens brasileiros

  • "À Tona" (DF), de Daniella Cronemberger
  • "Apenas o Que Você Precisa Saber Sobre Mim" (SC), de Maria Augusta V. Nunes
  • "Aquarela" (MA), de Thiago Kistenmacker e Al Danuzio
  • "Catadora de Gente" (RS), de Mirela Kruel
  • "Estamos Todos Aqui" (SP), de Chico Santos e Rafael Mellim
  • "Um Filme de Baixo Orçamento" (SP), de Paulo Leierer
  • "Guaxuma" (PE), de Nara Normande
  • "Kairo" (SP), de Fabio Rodrigo
  • "Majur" (MT), de Rafael Irineu
  • "Minha Mãe, Minha Filha" (SP), de Alexandre Estevanato
  • "Nova Iorque" (PE), de Leo Tabosa
  • "Plantae" (RJ), de Guilherme Gehr
  • "A Retirada Para Um Coração Bruto" (MG), de Marco Antonio Pereira
  • "Torre" (SP), de Nádia Mangolini

Curtas-metragens gaúchos – Prêmio Assembleia Legislativa

  • "À Sombra" (Canoas), de Felipe Iesbick
  • "O Abismo" (Sapucaia do Sul), de Lucas Reis
  • "Antes do Lembrar" (Porto Alegre), de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes
  • "Coágulo" (São Leopoldo), de Jéssica Gonzatto
  • "O Comedor de Sementes" (São Leopoldo), de Victoria Farina
  • "Um Corpo Feminino" (Porto Alegre), de Thais Fernandes
  • "Entre Sós" (Porto Alegre), de Caetano Salerno
  • "Fè Mye Talè" (Encantado), de Henrique Both Lahude
  • "A Formidável Fabriqueta de Sonhos Menina Betina" (Pelotas), de Tiago Ribeiro
  • "Gasparotto" (Porto Alegre), de Zeca Brito
  • "Grito" (Santa Maria), de Luiz Alberto Cassol
  • "Maçãs em Fogo" (Porto Alegre), de Bruno de Oliveira
  • "Movimento à Margem" (Porto Alegre), de Lícia Arosteguy e Lucas Tergolina
  • "Mulher Ltda" (Canoas), de Taísa Ennes
  • "Nós Montanha" (Porto Alegre), de Gabriel Motta
  • "Pelos Velhos Tempos" (Porto Alegre), de Ulisses da Motta
  • "Sem Abrigo" (Porto Alegre), de Leonardo Remor
  • "Subtexto" (Caxias do Sul), de Cristian Beltrán
  • "Vinil" (Porto Alegre), de Catherine Silveira de Vargas e Valentina Peroni Freire Barata
  • "O Viúvo" (Porto Alegre), de Luiz Carlos Wolf Chemale